Papo de Mamãe

Amamentação

Eu não planejava fazer um artigo desse tipo no blog, mas recebo muitas perguntas de futuras mães sobre como foi a minha amamentação, então eu resolvi compartilhar um pouco da minha experiência.

Primeiro de tudo, quero deixar bem claro que eu não julgo as mamães que não querem amamentar, todo mundo é livre para fazer o que quiser e como quiser, estou apenas relatando a minha expiência.

Eu tive muita sorte de ter uma amamentação tranquila, sem mastite, sem dores, eu tive uma super dica da minha ginecologista que é: Logo apos o banho esfregar a ponta da toalha seca no peito todos os dias para ele calejar, e desta forma quando for amamentar você não sentira tanta dor.

Eu amamentei logo após o parto, de fato, como muitas vezes ouvimos, os primeiros dias são os mais estranhos,  porque precisamos dar tempo para o nosso corpo se acostumar com essa nova sensação. E como mãe de primeira viagem foi no hospital que eu descobri que o colostro é o primeiro leite produzido após o parto. Pra mim os primeiros dias da amamentação não era dolorido e sim estranho porque era algo que eu nunca fiz, então eu tomava muito cuidado para que ele fizesse a pega corretamente e justamente para não me machucar e também para que ele sugasse todo o leite que poderia .

Eu  amamentei o Raphaël sobre livre demanda, ou seja, assim que ele mostrasse sinais de fome, eu dava o peito . Eu acho que é necessário no começo para que nossa produção de leite se encaixe nas necessidades do bebê. É durante a amamentação que o bebê diz ao nosso corpo que ele deve produzir leite suficiente.

O que eu amava na amamentação é o lado prático disso, esta com fome a comida está lá, disponível, a boa temperatura, na quantidade exata. Não há necessidade de esterilizar . Não há necessidade de dosar, misturar, aquecer. O bebê está com fome, você dar o peito e pronto  a refeição é servida! Além é claro da troca de olhar, daquele momento magco de nos dois e mais ningém.

A amamentação em público é o que eu achei mais difícil , eu sempre usada uma fralda para trampar os seios na hora de amamentar; me sentia estranha toda vez que tinha que dar o peito ao ar livre, confesso que esta foi a minha maior dificuldade..rs

Eu amamentei a livre demanda, exclusivamente  até os 6 meses, nunca dei a mamadeira porque eu tinha medo de dar a mamadeira,  mesmo que com leite materno e o Raphy recusar o seio depois..rs (A louca). Sinceramente, a verdade é que tinha medo da mamadeira porque gostava de amamentar.

Eu gostava de sentir a bochecha do meu bebê contra o meu peito, enquanto ele estava lá mamando. Eu gostava  de vê-lo mamar,  e era fascinada  por poder ter leite para ele. Eu gostava de ver meu reflexo em seus olhos. Eu amo quando ele olha para mim e ele sorria com a boquinha suja de leite, deixando escapar o peito da boca; e achando tão engraçado que rapidamente ele o recupera. É nossa pequena cumplicidade, troca de olhares, amor, amor!!!

Eu gostava de ver suas pequenas bochechas se moverem sob o esforço para se alimentar. Eu gostava do jeito que ele olhava para o peito quando ele estava com fome, e muitas vezes agarrava a blusa para mostrar que queria o peito..rs

A amamentação exigia que eu fosse exclusiva dele, mas não me incomodava porque era um momento único e nosso. A amamentação me ensinou a parar, me ensinou a viver intensamente o momento, me ensinou a importância de ser tudo para alguém, que se tornou tudo para mim.

Eu apenas aproveitei  esses momentos.

Na verdade, eu realmente não pensava em como eu queria alimentá-lo e não tenho grandes verdades; Eu fiz isso naturalmente. Não há um jeito certo ou errado de alimentar seu bebê, mas depois de amamentar uma vez, eu fiquei viciada. E quando o Raphy me desmamou com 10 meses, eu fiquei um pouco frustrada, porque eu queria manter mais desses nossos momentos só para mim o maior tempo possível, eu sei que é um pouco egoísta..rs

Mesmo sabendo que o amamentar me privou  de certas atividades, de beber um bom vinho, de dormir a noite toda, eu não pararia de amamentar por nada no mundo, porque eu amei viver esta experiência única.

Então, para você que me lê, não importa qual método você escolheu para alimentar o seu pequeno, o importante é que você está bem com a sua escolha e que você encontre tanta felicidade em fazer isso quanto eu encontrei.

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